Foi esta a promessa que fizemos um ao outro.
Teríamos ido juntos, com toda a certeza, não fosse a vida a arrancar-nos um do outro, teríamos caminhado de mãos dadas até ao horizonte. E que bom teria sido!
Mas não fomos e não faz mal. Continuamos a caminhar paralelamente, percorrendo o rio do tempo cada um na sua margem. Sem nunca deixar de olhar, sem nunca deixar de sorrir, sem nunca deixar de querer, mas nunca podendo nos aproximar.
Sendo perto ou longe as mãos não se tocam mas apoiam-se.
Se me veres cair aguardas até que me consiga levantar. Está tudo bem, tu estás aí e isso dá-me alento ao coração, dá-me alento à alma.
Partilhamos momentos mas noutro tempo, noutro espaço ou noutra dimensão. Haverá sempre o vestígio da nossa presença em cada uma das nossas vidas pois nunca deixamos de existir, só deixamos de ser. Mas continuamos a estar. A sorrir, a correr, a parar, a viver, a caminhar lado a lado, cada um no seu, rumo ao horizonte.
Um dia vamos juntos – a promessa que acabou por nunca se cumprir.