Tenho saudades das tuas mãos. Oh meu deus, como tenho saudade das tuas mãos. E eu que nem sou religiosa sinto necessidade de usar esta expressão para dizer o quanto tenho saudades das tuas mãos! 

O vento sopra com força e o cabelo esvoaça loucamente, eu sorrio-te enquanto tu carinhosamente desvias o meu cabelo da cara e me beijas. Como tenho saudades dos teus lábios. Não consegui mais sentir o que sentia contigo quando me beijavas. Cuidadosamente prendes o meu cabelo por detrás da orelha. Beijas-me o pescoço e todo o meu corpo treme. Suspiras ao meu ouvido “adoro-te” mas eu sei que amas. Eu sinto que me amas. Quando me abraças e me puxas bem junto para ti, do cimo do monte, à beira do precipício, vista rio, cheiro a mar. Tu brincas: um dia vamo-nos casar aqui e ris. 
Eu sorrio e encosto a cabeça ao teu peito, junto ao teu coração: eu sei que tu me amas.

E há melhor sensação no mundo?

Só mesmo quando me atiras para a cama, despida de corpo e de alma e me mostras que me amas.
“Adoro-te, ouviste? Adoro-te!”

Eu ouço-te, desde a alma. E acredito, não tenhas dúvidas! As tuas mãos passeiam-se pelo meu corpo, brincam, pululam, provocam. E eu adoro as tuas mãos, o teu toque, o teu jeito, o teu beijo.

Adoro quando me amas e adoro quando me fodes. 

Os nossos corpos fundidos, as nossas almas entrelaçadas, a nossa mente delirante de tanto prazer, os nossos corações em uníssono. 

É lamechas mas que se lixe! É a verdade: mais ninguém me fez sentir como tu, me amou como tu, me fodeu como tu.
E ás vezes, tantas vezes, inesperadamente, sinto saudade. 

De ti. De tudo. De nós. 

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Não digas nada.


Hey? Pssst! Tenho de perguntar-te… Contaste a alguém? O nosso segredo. Como assim qual?? Tu sabes do que falo. Aquele que guardamos entre os lábios entrelaçados, entre os corpos suados, entre as mãos cruzadas. Aquele que juramos nunca pronunciar. Sim…esse mesmo. Tiveste a coragem de contar a alguém? Eu espero que não, eu quero que não. Queria amar-te para sempre em segredo. 

Viver na surdina da nossa paixão, fechar os olhos e saber que para sempre iríamos existir nesta partilha misteriosa. Que foste fazer? Estragaste tudo. Ninguém tem de saber senão nós, o amor apenas a nós convém, a paixão apenas em nós vibra. Será que alguém sabe? Vamos apaixonar-nos por essa adrenalina. Será que alguém nota? 

As mãos que tocam sem querer. 

As pernas que roçam debaixo da mesa.

Os olhares cúmplices.

“Quero-te agora mas aqui não.”

“Beija-me não aguento mais, aqui que ninguém vê…” Mas à vista de todos! Á luz do dia, à porta antes de ires embora à socapa.

Não me digas! Não me digas que foste contar! És ridículo! Não temos que partilhar a não ser um com o outro. Estás tão quente, incendeias-me quando me abraças, vem cá agora e sussurra no meu ouvido o quanto me amas. Fala baixo para ninguém ouvir. Desliga as notificações das minhas mensagens. Não deixes ninguém perceber… Vamos viver no limbo, entre o real e a magia. 

Não sorrias para mim agora, não sejas ingénuo, toda a gente sabe que esse sorriso parvo só sai quando estás apaixonado. Não entregues o jogo tão facilmente. Tocas-me enquanto me passas a caneta, em frente a tudo e todos, dá-me vontade de rir o quanto tu arriscas, em troco de nada! Quê? Dá-te tesão? Gostas da ansiedade? Não tens medo? 

Cala-te e beija-me. Idiota.

Atreve-te.

Não digas nada a ninguém.