Sobre o Pseudo-burguês

Roupa de marca.
Óculos caros.
Pulseiras com nome.
Casacos de peles.
Casas modernas maiores do que realmente precisam.
Viagens de luxo.
Restaurantes gourmet.
Se não é caro não é bom.
Se não é caro não reparam.
Não me importa o que tu compras, onde vives, quanto custou, se é designer, ou custom made, se é hotel de 5 estrelas, ou se é um apartamento hip e/ou moderno na zona chique que tu não podes pagar.
Cada um sabe de si, cada um faz as suas escolhas.
Mas por favor, pára de tentar mostrar e esfregar o teu pseudo-burguesismo, eu não me interesso por isso.
Não são as coisas que fazem as pessoas.
Não são as marcas que te definem.
O caracter é que faz as pessoas. A honestidade, a humildade e a modéstia contam mais que a tua pulseira do Mickael Cors ou o casaco do Dolce Babana.
Sou toda a favor de que se é fruto de trabalho árduo é merecido. Todos temos direito às nossas futilidades. Só não me interessa é que constantemente me imponhas as tuas sem permissão, sempre a tentar mostrar que és alguém, do alto do teu pedestal. Mais ninguém te venera, só tu!
Não te preocupes com tanto show-off caro pseudo-burguês: a grandeza mostra-se por si mesma de outras maneiras, sem esforço, sem manhas, sem espectáculo.
A verdadeira grandeza é sublime, não precisa de acessórios.

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Nota mental: sobre o amor e a vida

Á medida que o tempo passa percebo que a solidão está em cada sorriso, em cada abraço, em cada confissão. Todos desejamos a epítome da felicidade: estar com alguém e ser alguém.
Todos procuramos o nosso papel a cumprir, nem tanto o final feliz, mas o propósito. Porque estamos aqui? O que somos para os outros? O que és tu para mim? Sim.
Estou eu aqui para quê senão para amar?
Amar é, para mim, a epítome da felicidade.
Ao amar cumprimos o nosso papel, deixamos a nossa marca no mundo. E não é isso que no fundo ansiamos? Não nos deixar esquecer, não sermos esquecidos. Não ser esquecida.
Se alguém me amou e eu amei alguém deixei a minha marca infinita no universo.
Amar: uma pessoa, várias pessoas. De várias maneiras, amar o mundo, a casa onde se vive, a aldeia onde se cresceu, os animais que nos acompanharam, amar a vida.
Respeitar a vida.

A solidão está em cada sorriso sim. Em cada abraço. Em cada confissão. Porque ao partilharmos o nosso mundo deixamos de estar sós. Ao convidar os outros a entrar, a ouvir as nossas histórias, a conhecer as nossas diferentes formas de rir e de chorar – deixamos de estar sós.
Se eu me partilhar deixo de estar só.
Quando amamos já não somos invisíveis.
E nossa história ficará para sempre escrita no coração de alguém.