És a pele da minha pele.
Quando me abraças, o teu abraço é o meu.
E se te beijo os meus lábios são teus.
E se dizes que me amas, o teu coração acelera e o meu corpo vibra.
Quando me olhas nos olhos, a minha alma é a tua.
E o calor da minha paixão, atiça o fogo do teu desejo.
As tuas mãos são minhas, quando percorres pelos meus ombros, sentes o meu corpo a contrair, numa vontade que é só tua.
A minha respiração é ofegante, mas é o teu peito que acelera, quando te sinto, o meu corpo no teu.
Se fecho os olhos é a ti que vejo. Sei cada detalhe do teu sorriso, pois trago-o no meu.
E quando abres os olhos, vejo o meu reflexo em ti.
Tu estás em mim e eu quero ser tua.
Mês: Janeiro 2014
Esperança fingida
Esperança fingida.
Espreitas pela escuridão como um pequeno rasgo de luz num negro céu infinito. E eu teimo em não te querer ver.
Esperança fingida.
Existes para me iludir, contas a história que quero ouvir, com as palavras que quero dizer e dizes-me que o coração não mente.
Não mente? Mentes-me tu, esperança fingida, queres fazer-me acreditar em ti e ganhar forças na minha ingenuidade.
Vais me dar a mão até quando? E deixas-me cair no vazio da ilusão desamparada! Esperança fingida, que fazes tu aqui outravez?
Já não te tinha dito para não voltares! E chegas com as tuas palavras sibilantes que me seduzem a alma. Porque quero tanto acreditar, mas o abismo puxa-me e não consigo!
E continuo a cair! E até quando?
Estendes-me a falsa rede de segurança, feita de linhas de papel trémulas, vazias, transparentes.
Dilacerante esperança fingida!
Já não sei se é real
Já não sei se é real.
Já não sei o que é real e o que não é. De alguma maneira fui perdendo as peças no entretanto. Estarei a alimentar uma ilusão?
Será isto verdadeiramente?
De repente acordo de um rush de sensações e caio dormente. Não te consigo ouvir. Não te consigo ver. Estou a tentar.
Em nome de quê?
Quase nem te consigo sentir.
Não te consigo tocar.
Está a acontecer.
A reconversão das sensações a memórias.
Neste momento.
O meu cérebro está a quebrar cada pedaço teu e a transformar-te numa imagem. Sem som, sem cheiro.
Estou submergida num mar ensurdecedor de silêncio de emoções. Já nem sinto o teu coração bater.
Estás à margem da distância.
E fica tudo por responder.
Não consigo respirar. Eu, tu e nada.
Já não fomos.
Já não seremos.

