…que o tempo passe mais devagar.
Parece que foi no outro dia que escrevi isto e no entanto já se passou praticamente um ano. Num pequeno scroll-up há um resumo simplório do que seriam 365 dias. O passar do tempo bate bem forte e quase deita a parede abaixo. E parece que não há tempo para tudo e ainda falta viver tanto, que me prendo em passadas lentas pela vida, faltando a todos os objectivos a que me propus. O tempo surge como uma âncora que me relembra sempre que a vida já foi e que o que acho que é o amanhã já foi ontem. Já passou. E a cada dia, mês, ano que passa vou sentindo o desespero do tempo. E as noções de que há tempo para tudo, até para o tempo, desaparecem. Existe uma ansiedade de não passar pelas horas. Existe uma contradição, tanto quero que passe rápido como acho que passa rápido demais. Faz parte da natureza humana a inconstância e a inconformidade. Quero o tempo e não quero, quero que passe e não passe. Não quero que chegue o Natal, mas quero que passe rápido. Quero que seja já, mas não agora.
E todos os dias observo as pessoas a passar pelo tempo. E todos os dias sinto as memórias queridas a desvanecerem-se no tempo. E a todas as horas sinto aquele momento mais distante. E a todos os minutos me sinto parada no tempo. E respiro fundo. E já passou. E é isso que tenho de relembrar, um passo de cada vez, um gesto após o outro, uma palavra depois de outra. Não esquecer de viver. Não esquecer de amar. Não esquecer de concretizar. Não esquecer de sonhar. E é isto que desejo: Não vale a pena combater o tempo, não te esqueças de sonhar e não te esqueças de ser feliz!

Feliz Natal. ^^