Por vezes na vida perdemos fé nas pessoas, na capacidade de resistência da amizade. Tomamos pessoas e sentimentos por garantidos. E existem aquelas pessoas, talvez uma mão cheia, talvez menos talvez mais, que levantam de novo o véu do que é uma das emoções que sobrevivem tempo, muros de pedra, nuvens cinzentas, silêncios obscuros, felicidade extrema.
De repente a vida atira-nos com as verdades na cara para que não nos esqueçamos que nem tudo é cinzento escuro efémero e fútil. Aquelas pessoas que sabemos que serão as vigas da nossa existência e nós das delas, que sem elas não existiríamos como existimos, que não seriamos quem somos. Que fazem mais do que parte da nossa vida. Tornam-se parte da nossa personalidade, parte da nossa existência, parte do nosso ser.
As pessoas que representam a amizade absoluta, “no matter what“. Com quem rimos, sonhamos, convivemos, vivemos, sobrevivemos, aprendemos. Que nem sempre sabem o que nos dizem, que também não são perfeitas, que nos ensinam a nossa falibilidade. Que nos dão a mão, a quem damos a mão. Que fazem parte dos nossos segredos. Fazem parte dos nossos medos. Com quem choramos. Que confortam o nosso coração. Que nos dão uma tareia se for preciso. Que nos mostram o outro lado, o lado de fora, o que não é bem assim, a imagem completa. Que nos tiram da nossa caixinha fechada e nos jogam um balde de realidade gelada. Que são uma outra forma de amar. Que nos mostram a outra parte de nós, a parte que só eles vêm e nós não, o espelho.
E que, mesmo longe, mesmo ausentes, mesmo silenciosas, abrem caminho até nós quando for preciso.
Os amigos que nos ajudam a sobreviver. Os amigos que facilitam o viver. Aquele punhado de pessoas das quais não abririamos mão. Os verdadeiros sinceros “no matter what” amigos.