Seria mais um dia em que não pensava em ti mas as tuas palavras rasgaram o silêncio. Foi com um olá que o meu corpo estremeceu. Pareceste-me demasiado familiar e no entanto não sei já quem és. O tempo e a distância mudam tudo. Ainda mais porque ficamos em suspenso, mal resolvido, mal explicado. Cada palavra tua pesa na minha consciência, obriga-me a sentir aquilo que escondi do coração. O que foi mal dito, o que ficou por dizer, o que ficou por explicar. Aquilo que não te soube garantir quando foi mais importante. Porque fui imatura e não pensei nem com a alma nem com o coração. Porque me achei corajosa numa situação em que fui covarde,pois tive medo. Da mudança. Do desconhecido. Apesar de…o desconhecido ser-me tão familiar contigo. Poderão haver todas as razões que nunca justificarão as acções. Não haverá palavras que façam jus à compreensão. Porque o tempo já passou e o que ficou foi a desilusão de um momento que ficou pendente no espaço sem explicação. A falta de palavras, a falta de prova de que tudo o que era nosso era válido. Sempre o foi.
As emoções ficaram em rascunho. Pois não expressei os meus medos e apreensões. Não te disse o quão assustada me sentia. Apenas recuei e fugi. Não soube como confessar as minhas dúvidas. Não quis confiar que as entendias. Talvez agora consiga tirar as emoções do rascunho e as publique em palavras. Mesmo que de nada sirva.
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