Ela apaixonou-se primeiro pelas mãos dele. Eram masculinas sem serem demasiado brutas. Eram macias e não demasiado grandes. Ela adorava pegar na mão dele contra a sua e simplesmente ficar a olhar. Ele olhava sempre para a expressão dela, intrigado. Por vezes, pegava na mão dele e colocava-a nas suas mamas, ou entre as suas pernas, queria sentir o contraste da pele fria das mãos dele contra o ardor do seu corpo. Ele apertava-a com força quando ela fazia isso quase no limite da dor para ela, quase no limite do prazer para ele.
Ela adorava as suas mãos, achava-as a parte mais bonita do corpo dele e adorava senti-las no seu corpo frágil. As suas mãos faziam-na sentir segura, se ela caísse sentia que ele seria capaz de segura-la nas suas mãos. Firmemente. Docemente.
E quando acabavam de fazer sexo ela agarrava na mão dele, apertando, libertando os últimos sopros de energia do seu corpo naquela união de mãos. Assim adormecia, sempre mão com mão, corpo com corpo.
O Conto – III. “As tuas mãos…” – disse ela. “O que têm?” – perguntou ele.
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