Nem Sempre é Para Sempre

Sai, vai onde quiseres! És livre de fazer o que for preciso para que te sintas feliz. Não quero que fiques pois a nada és obrigado.
Quero que saias, sou eu que te peço neste instante. Não quero mais ver tristeza e vazio neste lugar.Se ficas a escolha é tua, mas não fiques contrariado. Ouve dentro de ti e se tiveres de sair, sai. Não estou sozinha, nunca estamos! Não tenho medo, tu tens medo?
Liberta-me das amarras que me puxam para a escuridão, não consigo respirar, é demasiado.
Sai e não voltes dessa maneira. Que o que reste de ti seja recordado com carinho e não com o peso do ressentimento. Sai se tiver de ser, mesmo que ainda ames. Já sabemos que o amor não chega, essa lição já foi aprendida. Não é possível forçar sem que se transforme em raiva, indiferença e queixume.
Fecha a porta, fecha essa porta! Haverão outros, haverão mais momentos. Existe um outro mundo lá fora, se saires não cairás num abismo.
Sai e pára as minhas lágrimas. Fecha essa ferida. Nem sempre é para sempre, aliás, muito raramente. Cura, trata, cicatriza. Fica! Não fiques!

E não olhes para trás.

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“If It Kills Me”


Nem o céu azul te vai salvar deste momento.
O momento que encontramos a liberdade em nós mesmos, em que somos livres um no outro.
Não é para fazer sentido e tu sabes.
Dá-me a mão e sente comigo todos os defeitos delicados da minha pele!
Conhece os teus e ensina-me.
Quero saber-te debaixo da minha pele e de repente tiras-me a alma e a deixas nua, inquieta.
Arrancas-me palavras dos lábios e sons incertos que nunca conheci.
Amar deixa de ser um vácuo, um afazer, um dever! Passa a ser mais porque tu me mostras como se faz.
De repente os teus passos fazem eco nos caminhos sombrios do meu corpo e fazes-me saber que já não estou sozinha. Não…
A partir deste momento tudo é diferente, entregaste-me o teu olhar como prova de que aquilo que dizes reticente e receoso de mágoa é sentido, inspirado e respirado.
E questionas porque todas as minhas palavras são tuas.

Eu não sei e sei.

Pela mesma razão que acordo contigo em mim e me deito sempre comigo em ti!
Porque este é o momento que me marcas com um amor incondicional manchado de mágoa e decisões incertas.
E nada te salva deste momento, em que me feres a pele a ferro quente, para que sempre me recorde que é verdadeiramente tua.
E a mim nada me salva da doença ignóbil de não resistir à razão que prevalece.
É uma praga não ouvir o que realmente comanda a minha voz que geme a teu belo prazer.
E mesmo agora quando tudo já não faz sentido continua a ser mais presente que nunca.
E lamento que este seja apenas mais um playback da memória.
O teu cheiro que já não existe e o som que já não ouço.
É seca a reprodução da lembrança, mas necessária.
É involuntária mas consciente, é um exercício para não te deixar morrer neste momento.
Para não Me deixar morrer.