(des)conversas [9]

Devem baixar pouco devem

Eu: Quando vejo este cartaz leio sempre “Nunca baixamos os preços” apesar de saber que lá está escrito “braços” e fico sempre com um ar surpresó-embasbacado.

Ele: És uma tola.

Eu: Pelo menos seria uma publicidade mais sincera…

Ele: Uma palavra: Tola-idiótica.

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Contradiz-me

marinaport

Não te quero,juro!
Apesar do teu sorriso iluminar mais dias que o próprio sol, não te quero juro!
Apesar de quando te olho nos olhos querer ler mais de ti do que a forma irregular das tuas cores,não te quero juro!
Ainda que o meu toque queira ser completo na tua pele, não te desejo juro!
Ainda que o teu calor abrace todos os meus poros, não te desejo, juro!
Mesmo que queira ouvir a tua voz na forma de doces palavras, não te preciso juro!
Mesmo que a tua presença em mim se faça de todas as formas, o meu último pensamento seja teu, o meu prazer noturno seja em ti, e a minha saudade tenha o teu nome, não é paixão, juro!

Quando dormimos nus

umdaqueles

Quando dormimos nus,despidos dos medos e espectativas,despidos das horas, do tempo, do timing… Quando dormimos nus, despidos da carga da vida, despidos da razão que atormenta.. Quando dormimos com as emoções a nu, e a pele nua à brisa do quarto… o sorriso é de liberdade,despido de ilusões. É presente a nu, a paixão crua, despida de antes e depois, apenas o verdadeiro agora, duas peles que se tocam,duas almas que se amam num êxtase de silêncio, dois sorrisos, quando dormimos nus.

Cartas de Papel Palavras a Tinta Preta

– Já ninguém escreve cartas de amor, tudo se perde em sms, e-mails, blogues.

Fernando Pessoa dizia que “todas as cartas de amor são ridículas” mas “só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas”.

Sempre gostei de cartas. Mesmo das cartas de amor. Penso só ter recebido uma vez na vida uma bonita carta de amor, fruto da juventude tenra em que o amor era cheio de coisas mágicas.
As cartas são verdadeiras, conservam memórias físicas de quem as escreve. As marcas no papel são como as rugas na face de uma pessoa, mostram vida. Trazem-me o cheiro que só a imaginação me faria sentir. Mostram a emoção através de palavras que ganham vida em formas tão peculiares. Não há nada mais pessoal que conhecer a letra da pessoa que nos corresponde. As cartas fazem-me sentir tão perto que posso jurar que estou no mesmo lugar na mesma fracção de tempo  que a pessoa que as escreveu, quando abro uma carta. A antecipação de abrir uma carta de alguém especial é quase tão grande como quando espero por ele à chegada.

Já ninguém escreve cartas de amor, é verdade. Tudo se perde na frieza de um teclado, na incerteza do digital. As cartas ficam para sempre prova de uma intimidade esquecida. E a despedida numa carta de amor é quase tão doce como uma despedida em presença, é sentida e carinhosa na esperança de ser correspondida para que possa tornar a ver-te,  uma vez e outra, e assim guardar-te para sempre, num aroma, em palavras, numa folha de papel.
Tenho saudades de coisas tão simples e verdadeiras como as cartas.

Um de cada vez

A vida, passo a passo, fica-nos guardada na memória. E passo a passo percorremos todas as experiências de uma vida. Passo a passo aprendemos a crescer a bem ou a mal. Passo a passo percebemos que muitas vezes damos passos na direcção errada. Pé ante pé percebemos que dos passos que damos de nenhum podemos voltar atrás. Podemos no futuro reescrever e evitar pisar as mesmas passadas outrora dadas, embora nem sempre o consigamos fazer. A passos largos ou a passos curtos seguimos sempre na mesma direcção – em frente – podemos parar em encruzilhadas mas o caminho é longo e logo teremos de decidir e fazer-nos à estrada. Poderemos ter companheiros de caminhada ou até percorrer sozinhos, mas acertar o passo com alguém querido alivia-nos o caminho. Passo a passo deixamos a nossa pegada na vida de alguém e os outros na nossa também. Existem grandes pegadas, fortes e profundas, que nos marcam extensamente, há também aquelas que são apagadas facilmente. Passo a passo caminhamos para um final desconhecido, mas que sabemos que existe. Nem por isso deixamos de caminhar! Deixamos a melhor marca que conseguimos na esperança de que quando terminarmos a nossa viagem, outros que são nossos, possam seguir as nossas pisadas, as melhores, as exemplares (assim o esperamos) – passo a passo.

Gestão de Reclamações – Técnica Erica

reclamaçãoAo consultar as Estatisticas do meu blog verifiquei que um dos termos colocados nos motores de busca que gerou entradas no meu blog foi: “Gestão de Reclamações – Técnica Erica”. Ora aqui a Erika, curiosa como só eu, foi pesquisar mais sobre o assunto. E afinal é mesmo a sério. Existe uma técnica d’ Erica que ajuda a gerir e conduzir reclamações mesmo aquelas tramadas.

Sendo este o Livro de Reclamações achei que seria apropriado colocar aqui os resultados da minha pesquisa muito (pouco) aprofundada:

  • Gestão de comportamentos agressivos

Para gerir a agressividade do cliente, utilize a técnica ERICA:
Escute o que o interlocutor lhe diz;
Recapitule o assunto e mostre que compreendeu;
Interrogue com perguntas abertas e fechadas, com o objectivo de obter o máximo de
informação;
Combine a forma como o assunto vai ser tratado;
Agradeça ao cliente o facto de lhe ter colocado a questão.

Resumindo:
‹ Não personalize as situações (lembre-se que não o está a atacar a si);
‹ Mantenha a calma e escute o cliente;
‹ Concentre-se na situação e não na pessoa;
‹ Não o contradiga;
‹ Não discuta;
‹ Não lhe diga que é grosseiro ou mal-educado;
‹ Interprete correctamente o comportamento;
‹ Encaminhe o utente para a melhor solução;
Sinta-se bem por acalmar um utente agressivo

Caso a técnica Erica não funcione, aqui a Erika sugere a técnica Wilson. E como complemento um olhar ameaçador. Boas Reclamações!