As noites eram quentes.

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Em todos os aspectos, eram quentes.
A luz meio amarelada quase apagada envolvia-nos, cada uma no seu sofá, sentadas, deitadas, relaxadas. Eram quentes.
Olhavamos umas para as outras de copo na mão: cerveja, chá, vinho vodka… Eram quentes e sorriamos na sua inquietude. Dávamos altas gargalhadas. Conversávamos ao mesmo tempo, ficávamos em silêncio.
Eram quentes e cheias de emoção. Viviamos e apreciavamos aqueles momentos.
Aquelas noites quentes de narguilé a esfumaçar aromas de côcô, melão ou morango, ao som de Deolinda em repeat.
Eram noites bem quentes, talvez as melhores, aquelas em que nos tornamos quase um 3 em 1. Obrigada.

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Não é Gripe A

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Cada vez que olho para uma folha em branco tremo, tenho suores frios, uma dar abdominal lancinante.
Tenho todas estas palavras para dizer carregadas de um misto de sentimentos e quando me preparo nada sai. Nada escrevo. Como uma obstipação, o desconforto, a vontade…e nada. Tomara eu que houvesse um bifidus activo para obstipação de palavras. Uma água qualquer que restitui o ciclo natural, com as suas fibras solúveis.
E as palavras aqui para trás e para a frente. Estou de caganeira de palavras e nada sai.