
Em todos os aspectos, eram quentes.
A luz meio amarelada quase apagada envolvia-nos, cada uma no seu sofá, sentadas, deitadas, relaxadas. Eram quentes.
Olhavamos umas para as outras de copo na mão: cerveja, chá, vinho vodka… Eram quentes e sorriamos na sua inquietude. Dávamos altas gargalhadas. Conversávamos ao mesmo tempo, ficávamos em silêncio.
Eram quentes e cheias de emoção. Viviamos e apreciavamos aqueles momentos.
Aquelas noites quentes de narguilé a esfumaçar aromas de côcô, melão ou morango, ao som de Deolinda em repeat.
Eram noites bem quentes, talvez as melhores, aquelas em que nos tornamos quase um 3 em 1. Obrigada.
