
Olhei a janela e todo o meu corpo estava em silêncio no meio de todo o ruído mecânico.
Senti que algo me caiu no rosto e deixou um rasto húmido pela face. Toquei para saber o que era, quando o sinto novamente! Uma lágrima. E outra. Não sentia pois ainda estava dormente. Todo o meu corpo estava ainda sob o efeito de sedativos e analgésicos, por pouco tempo. Ela já lá estava mesmo sem sentir e começou a doer ligeiramente, até que irrompeu sob a minha alma, a minha pele. Tornou-se física e chorei quase compulsivamente. Num silêncio. Num vazio.
E quando olhei para trás não mais te vi. Agora só tinha a última fotografia do irreal, um “Até já” e um beijo. E mais uma vez segui rumo à distância, à saudade, ao incerto. E doeu.