
Uau. No Algarve também chove (em Agosto) à noite. Depois de um dia de sol abrasador! Sem dúvida foi o melhor verão que já tive nesta terrinha (não, não estou a ser sarcástica). Sofro imenso com o calor. Tira-me o sono, tira-me a calma, tira-me do sério. Este verão foi ameno, fresco, ventoso, solarengo e quente q.b. Fico contente.
E hoje chove (são 5.45 a.m.). Ouvem-se os trovões ao longe, veêm-se os clarões no céu quase a amanhecer. A chuva cai na janela aberta que não quero fechar porque por ela entra o cheiro (saudoso) da cidade molhada, da terra húmida. O céu está coberto de nuvens cinzentas e carregadas. Não sinto a sua ameaça, olho com prazer. Gosto. Gosto mesmo.
Sinto um prazer especial em ouvir a chuva e a trovoada lá fora enquanto estou deitada na minha cama de calção e top de alças, com calor. Por momentos imagino-me num paraiso qualquer tropical.
A mãe vem ao quarto e pergunta “Já fechaste a janela?”.
Não fechei, nem vou fechar!
E assim durmo mais aconchegada, os sons de um “inverno” embalam o meu sono. Os cheiros de um “inverno” levam-me a lugares da minha memória que me fazem sorrir levemente.
É Agosto de madrugada. Chove. E eu adoro.




Em tom de brincadeira disseste-me “Eu sou estúpido”. Chamei-te tolo, tonto, tótó. E tu insistes na correcção. “Tolo não, es-tú-pi-do.” Não soletres, percebi bem: