Jornadas Virgens – Cap. I – Same Old, Same old.
Hoje eram 6 da manhã e estava a arrastar-me para fora da minha cama quentinha para enfrentar uma viagem de 3 horas de comboio. Iniciava-se ali a minha minúscula jornada de Férias.
Optei por ir um dia mais cedo que o meu companheiro de Jornada (o namorado) pois ambos tinhamos coisas planeadas para a mesma àrea geográfica mas totalmente incompatíveis.
A bordo da classe de conforto do Alfa-pendular (uma pequena extravagância dispensável, mas porque não?) o sono era quem comandava. Pior mesmo era conseguir a posição para me poder render a ele, tarefa dificil mas que consegui ver cumprida na última metade do caminho.
Tenho a dizer que as diferenças entre a classe de conforto e a classe turística não são muitas. Os bancos são ligeiramente maiores, mas os de turística por si só já são óptimos comparando com o IC e redes de autocarros do Género da Expressos de Qualidade.
Na classe de conforto vão servir a comidinha à nossa beira o que, para os mais preguiçosos e com vontade de gastar fortunas em comida de comboio, é porreiro. Quanto a mim achei as infinitas passagens dos “hospedeiros de bordo” com o tal carrinho para servir e recolher, um tanto ou quanto irritantes. Vez sim vez não perguntavam se desejava alguma coisa, ao que a minha resposta era um “Não! Obrigada!” a pensar cá para mim “Já disse há 15 minutos atrás que não!!!”. Na classe de conforto também vão distribuir jornais e revistinhas grátis, ora isso é que é de valor. De entre revistas cor-de-rosa e sensacionalistas e jornais desportivos (80%) escolhi o jornal Generalista (o único) O Sol.
Ao chegar à Gare do Oriente liguei a uma amiga a avisar, pois tínhamos combinado passar o dia juntas.
“Amiga, a aula esta a prolongar-se, acho que vais ter de fazer tempo e esperar!“
Ora sem problema algum! Aulas ao sábado, na minha faculdade não há cá disto!
Lá fui eu direito ao Parque das Nações, passear junto ao rio e aproveitar o fantástico Sol que se revelou de entre as nuvens.
Quando finalmente a minha companhia pode vir ter comigo lá fomos almoçar e pôr a conversa em dia.
“É melhor irmos andando, agora morando na margem sul, demoramos ainda um bocadinho no caminho. E assim chegamos a tempo de ir ao Fórum Almada para matares a curiosidade do Starbucks!“
Desde que soube que abriram lojas do Starbucks ando em pulgas para ir matar as saudades. Quando estive de Férias nos States era visita obrigatória, sempre que passava por uma coffee-shop da Starbucks, lá saía com um Caffe Mocca ou um Caramel Macchiato. Foi o que me aqueceu no frio das ruas de Nova Iorque!
Ao entrar no Fórum Almada lá fomos nós directas ao que interessa! Pedi um Caffe Mocca, que é uma mistura de Café expresso com Leite e chocolate cobertos por natas batidas e pepitas de chocolate! Hummmmmmm. E a coffee-shop superou expectativas, tem o visual geral da cadeia, claro, mas os sabores! Os sabores…trouxeram-me lembranças muito queridas. Na porta aquele cheiro intenso a café que convida a entrar e a ficar.
Não resisti a entrar na Fnac, comprei o “Segredos de Nova Iorque” de Corrado Augias. Trata-se de um livro que mais que um guia da Big Apple é uma fonte de informação da história e histórias dos vários locais mais emblemáticos e conhecidos da cidade que nunca dorme.
Chegando a casa jantámos e caí exausta na cama. Não se viu nem se fez muito. Matei saudades de alguns locais em Lisboa onde já passei por momentos muito ternos e doces (e que gosto sempre de revisitar). Voltar à margem Sul, Almada a Costa, trazem-me à memória momentos intensos e perdidos no tempo.
P.S.: Em Lisboa perde-se tempo de vida em transportes. (E muito dinheiro!)
"Pensamentos tornam-se coisas"
