Coffee-shop
Naquele dia entrei decidida, sentei-me junto á montra para poder ver a neve cair. O capuccino estava quente mas eu não tinha pressa, estava a apreciar o dia. Perdi-me a olhar a vida lá fora quando sinto um vulto desconhecido sentar-se á minha frente.
“Hoje a cidade está excepcionalmente branca.” Disse o estranho.
“Provavelmente será da neve!” Respondi em tom defensivo.
“Provavelmente! Mas o cinzento dos blocos de cimento amontoados em arranha-céus parecem mais claros, as pessoas mais leves, a neve forma um grande manto branco que cobre o alcatrão negro e sujo. Como se a neve tornasse a cidade mágica, excepcional!”
Eu partilhava da mesma opinião. Olhei finalmente para ele. O nosso olhar cruzou-se profundamente num abraço e num beijo apaixonado.
“Hoje finalmente entraste, estava a pensar que nunca te decidirias.”
“Este aroma de café, que sempre me obriga a parar, convidou-me a entrar e eu aceitei.” Ficamos ali num silêncio em que trocamos mais que palavras.
Parada em frente á coffee-shop sinto o delicioso odor que emana e que me faz recordar aquele estranho que partilhou comigo um mundo de sabores, cores e sons apaixonados.
“Quem te convidou a entrar fui eu, o aroma foi meu mensageiro. Convido-te a ficar comigo, aceitas?” Relembro.
Olho pela montra e sorrio. Continuo a caminhar.”

"Pensamentos tornam-se coisas"

Interessante. Vou inscrever-me nesse Desafio. Vamos ver se vale a pena eu escrever. Nem que seja atrás deste teclado.
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